18
de Janeiro de 1934 - Greve Geral Insurreccional contra o Fascismo
18
de Janeiro de 1934 - 75 anos
-
Comemoração e Debate
dia
18 de Janeiro de 2009 (domingo)
13
horas – Convívio e petiscos
15
horas – Debate
no
Centro de Cultura Libertária
Rua
Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. – Cacilhas – Almada
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1934
- A revolta dos sindicatos livres contra o fascismo
18
de Janeiro de 1934 foi a data escolhida pelo movimento operário
livre
para
a greve geral insurreccional destinada a impedir a construção
do
regime
fascista de Salazar. Este movimento foi impulsionado sobretudo
por
militantes
anarquistas e anarco-sindicalistas, organizados na Confederação
Geral
do Trabalho, e integrado por muitos outros operários de
diversas
tendências.
O
objectivo desta revolta foi derrubar o regime de Oliveira Salazar
e
impedir
a fascização da sociedade portuguesa, impedindo a aplicação
do
Estatuto
do Trabalho Nacional, com o qual Salazar pretendia acabar com
os
sindicatos
livres e revolucionários, transformando-os em organismos
submissos
perfeitamente integrados na organização corporativa do
Estado
Novo.
A
insurreição de 18 de Janeiro de 1934 levou a greves,
múltiplas
sabotagens
e inclusive à famosa tomada da vila da Marinha Grande por
operários.
A revolta não pôde triunfar, mas significou o último grande
acto
de resistência do movimento anarco-sindicalista organizado. Um
acto
de
dignidade pago com prisões, torturas e deportações de centenas
de
militantes.
Conhecer,
discutir e comemorar esta data significativa da história das
lutas
emancipatórias em Portugal é prestar homenagem a todas essas
pessoas
que
arriscaram a vida pela liberdade. Significa também que nos
queremos
reapropriar
da nossa história e memória enquanto movimento
libertário,
recusando
activamente a longa tradição de submissão e “brandos
costumes”
ensinada
nos livros de história e que constitui a memória oficial
do
Estado.
Conhecer
e discutir as lutas do passado significa então também lançar
as
bases
para a teoria e para as práticas de agora, porque a longa noite
do
fascismo
se estendeu muito para além do 25 de Abril de 1974, na cultura e
nas
instituições portuguesas, inclusive nas “contestatárias”, como
os
sindicatos
actuais que continuam a prolongar o modelo corporativo dos
sindicatos
nacionais.
Por
tudo isto, e o que mais quiserem trazer à discussão, contamos
convosco
no
dia 18 de Janeiro.
Associação
Internacional d@s Trabalhador@s – Secção
Portuguesa
http://ait-sp.blogspot.com/