Skip to content

GREVE dos Trabalhadores Municipais de Campinas 2009

GREVE dos trabalhadores
Municipais de Campinas

Foi decretada em assembléia dos
trabalhadores municipais de Campinas, órgão do trabalhadores e não dos
partidos ou do sindicato oficial.

Pelo fim do imposto sindical e
por um sindicalismo livre!

Pauta provisória apresentada pelo
trabalhadores CS
Tancredão – Sujeita a mudanças e discussões necessárias.

-Reajuste
Salarial:
Cabe
lembrarmos que estamos a mais de 10 anos tendo defasagem salarial (os
salários base estão cada vez mais próximos do salário mínimo,ou
seja, achatamento salarial), isso por conta de fatores como:

Organização
sindical sem
representatividade de fato (ser legalmente constituído não garante
a luta!);

Os
trabalhadores não respeitam
a organização sindical e suas deliberações, apenas querem ver o
resultado e que sejam favorável (mas sem mobilização dos ramos de
trabalho, os resultados são medíocres);

Administração
organizada e
esperta que está controlando a situação, separando, fragmentando e
criando boatos, apresentando seus documentos e suas justificativas
para simular os parcos reajustes que ocorreram e porque não podem
fazem mais (o esperado de qualquer gerente, chefia, administrador,
etc);

Avanços
sobre a organização
dos trabalhadores, desmontando, apaziguando, regulamentando a luta
(período de desídio fixo) e retirando seu caráter de luta, aliado
as flexibilizações e acordos que prejudicam os trabalhadores, como
banco de horas e redução de salários (quando não se tem reajustes
anuais, há perda), o discurso “dentro do possível” esta levando
nosso ramo de trabalho a uma situação “fora do possível”;

A atual
crise acentuou essa
politica de contenção salarial, lembrando que antes da crise, já
usavam os mesmo discursos. A crise é mais uma argumento nos que já
usam contra nós.

-30
horas:
Não
foi aceita de forma consensual, mas as trinta horas é uma forma
paleativa de valorizar o salário, uma vez que não se tenha redução
salarial com a proposta. Isso significa uma valorização do
trabalhador e atende também a necessidade de descanso dos
trabalhadores.

-Pauta para
tod@s:
Devemos
mudar a ótica corporativista atual, cada ramo de trabalho, profissão
procurando salvar o seu. Isso ajuda ao patronato e administradores em
colocar ramo contra ramo, irmão contra irmão e não ver o conjunto
da obra, desviar o foco da atenção. Somos trabalhadores iguais, com
necessidades básicas iguais (lembremos o artigo 7° item IV – da
constituição federal, o que o salário minimo deve atender), é
hora de quebrarmos o modelo fascista de controle sindical, que coloca
cada ramo como corporação e assim atende aqueles que tem mais bala
na agulha, quebrando a unidade de luta.

-Salubridade:
As
condições insalubre continuam em muitas áreas e uma pressão para
que se tenha funcionamento mesmo assim, levando a uma situação
perigosa para o trabalhador e usuários. É notório também a falta
de relacionamento entre CIPA e trabalhadores, tornada mais uma
“reunião”, onde se exige do trabalhador responsabilidade, mesmo
que ocorra falta de EPI ( o mais recente foi as luvas P). temo
também que pressionar a lei sobre a aposentadoria especial.

Destaca-se
a questão das
campanhas de vacinação, pois a etapa é igual, mas existe um grau
de risco diferenciado entre quem aplica vacina e quem fica na mesa.
Isso precisa ser revisto.

-PF
sem receber:
Os
pontos facultativos onde seria emenda de feriado, ocorre com todo o
funcionalismo, e de um período para cá (uns 3 anos), os CS tiveram
que abrir, sem contudo receber uma compensação por isso ou rever
sua atribuição, mas sendo atribuído “como serviço essencial”.
Os CS
não possuem
estrutura de PS e nem os funcionários recebem como serviço
essencial, como um Hospital ou PS. Das duas, uma: ou muda a
atribuição dos CS e passam a ser efetivamente PS, adequando-os para
isso materialmente e a passando aos funcionários de CS também uma
bonificação por essa nova atribuição, ou não, e garanta a todos
os funcionários o PF, e não só a uma parte.

-PCCV:
O
processo de avaliação foi diferenciado para Saúde, Educação e o
tempo é muito longo para tal processo. É necessário regras iguais
e claras para os trabalhadores.

-Falta
de organização
sindical:
A
questão é que é
preciso mudar a forma de atuação sindical, porque do jeito que está
sendo feito, estamos tendo muitas perdas e poucos recebimentos.
Manter a lógica legal, garante uma luta formal fadada a poucos
avanços de nosso ramo de profissão. O corporativismo, que a base do
modelo fascista que temos levou ao estrangulamento e controle dos
trabalhadores através das direções sindicais que não quebrem com
o modelo. É hora de agirmos diferente, criar um movimento sindical
tendo como força, não o legal, mas o fato real, a união dos
trabalhadores e assim geram uma representatividade de fato. Continuar
o modelo sindical atual, é manter engessado a luta e atender aos
interesses dos poderosos, do patronato e abrindo mão dos nossos.

Comitê
de Luta Sindical –
C.S. Campos Eliseos – Tancredão.