GREVE dos trabalhadores Municipais de Campinas
Foi
decretada em assembléia dos trabalhadores municipais de Campinas, órgão
do trabalhadores e não dos partidos ou do sindicato oficial, e muito
menos das centrais refomistas (CUT, Conlutas, Intersindical etc).
Pelo fim do imposto sindical e por um sindicalismo livre!
Pauta provisória apresentada pelo trabalhadores CS Tancredão – Sujeita a mudanças e discussões necessárias.
-Reajuste Salarial: Cabe
lembrarmos que estamos a mais de 10 anos tendo defasagem salarial (os
salários base estão cada vez mais próximos do salário mínimo,ou seja,
achatamento salarial), isso por conta de fatores como:
Organização sindical sem representatividade de fato (ser legalmente constituído não garante a luta!);
Os
trabalhadores não respeitam a organização sindical e suas deliberações,
apenas querem ver o resultado e que sejam favorável (mas sem
mobilização dos ramos de trabalho, os resultados são medíocres);
Administração
organizada e esperta que está controlando a situação, separando,
fragmentando e criando boatos, apresentando seus documentos e suas
justificativas para simular os parcos reajustes que ocorreram e porque
não podem fazem mais (o esperado de qualquer gerente, chefia,
administrador, etc);
Avanços
sobre a organização dos trabalhadores, desmontando, apaziguando,
regulamentando a luta (período de desídio fixo) e retirando seu caráter
de luta, aliado as flexibilizações e acordos que prejudicam os
trabalhadores, como banco de horas e redução de salários (quando não se
tem reajustes anuais, há perda), o discurso “dentro do possível” esta
levando nosso ramo de trabalho a uma situação “fora do possível”;
A
atual crise acentuou essa politica de contenção salarial, lembrando que
antes da crise, já usavam os mesmo discursos. A crise é mais uma
argumento nos que já usam contra nós.
-30 horas: Não
foi aceita de forma consensual, mas as trinta horas é uma forma
paleativa de valorizar o salário, uma vez que não se tenha redução
salarial com a proposta. Isso significa uma valorização do trabalhador
e atende também a necessidade de descanso dos trabalhadores.
-Pauta para tod@s: Devemos
mudar a ótica corporativista atual, cada ramo de trabalho, profissão
procurando salvar o seu. Isso ajuda ao patronato e administradores em
colocar ramo contra ramo, irmão contra irmão e não ver o conjunto da
obra, desviar o foco da atenção. Somos trabalhadores iguais, com
necessidades básicas iguais (lembremos o artigo 7° item IV – da
constituição federal, o que o salário minimo deve atender), é hora de
quebrarmos o modelo fascista de controle sindical, que coloca cada ramo
como corporação e assim atende aqueles que tem mais bala na agulha,
quebrando a unidade de luta.
-Salubridade: As
condições insalubre continuam em muitas áreas e uma pressão para que se
tenha funcionamento mesmo assim, levando a uma situação perigosa para o
trabalhador e usuários. É notório também a falta de relacionamento
entre CIPA e trabalhadores, tornada mais uma “reunião”, onde se exige
do trabalhador responsabilidade, mesmo que ocorra falta de EPI ( o mais
recente foi as luvas P). temo também que pressionar a lei sobre a
aposentadoria especial.
Destaca-se
a questão das campanhas de vacinação, pois a etapa é igual, mas existe
um grau de risco diferenciado entre quem aplica vacina e quem fica na
mesa. Isso precisa ser revisto.
-PF sem receber: Os
pontos facultativos onde seria emenda de feriado, ocorre com todo o
funcionalismo, e de um período para cá (uns 3 anos), os CS tiveram que
abrir, sem contudo receber uma compensação por isso ou rever sua
atribuição, mas sendo atribuído “como serviço essencial”. Os CS não
possuem estrutura de PS e nem os funcionários recebem como serviço
essencial, como um Hospital ou PS. Das duas, uma: ou muda a atribuição
dos CS e passam a ser efetivamente PS, adequando-os para isso
materialmente e a passando aos funcionários de CS também uma
bonificação por essa nova atribuição, ou não, e garanta a todos os
funcionários o PF, e não só a uma parte.
-PCCV: O
processo de avaliação foi diferenciado para Saúde, Educação e o tempo é
muito longo para tal processo. É necessário regras iguais e claras para
os trabalhadores.
-Falta de organização sindical: A
questão é que é preciso mudar a forma de atuação sindical, porque do
jeito que está sendo feito, estamos tendo muitas perdas e poucos
recebimentos. Manter a lógica legal, garante uma luta formal fadada a
poucos avanços de nosso ramo de profissão. O corporativismo, que a base
do modelo fascista que temos levou ao estrangulamento e controle dos
trabalhadores através das direções sindicais que não quebrem com o
modelo. É hora de agirmos diferente, criar um movimento sindical tendo
como força, não o legal, mas o fato real, a união dos trabalhadores e
assim geram uma representatividade de fato. Continuar o modelo sindical
atual, é manter engessado a luta e atender aos interesses dos
poderosos, do patronato e abrindo mão dos nossos.
Comitê de Luta Sindical – C.S. Campos Eliseos – Tancredão.