Grécia em chamas
O Estado é obra da sociedade e a ela deve se submeter e não o contrário.
Todo Estado que oprime, explora e reprime seus cidadãos deve ser deposto. Atualmente
não há nenhum que contribua para a emancipação de seus cidadãos, pelo contrário, os
confinam em seus lares e chamam isso de medida de segurança. Não o bastante, invadem
outros Estados, onde acreditam que devam intervir. Se um Estado já era ruim, um
Estado invadido por outro, ficou pior.
É dever e compromisso de todo cidadão se levantar contra as desigualdades sociais e
seus defensores, o Estado com suas forças de repressão, sustentam a estrutura atual,
ou seja, sustentam as desigualdades sociais e submetem nossa classe oprimida e
explorada ao regime de escravidão chamado trabalho assalariado, condenando a
produzir sem receber e nem usufruir o que fazemos.
O que entendemos como anarquistas é que a sociedade pode controlar seu destino sem a
intromissão do Estado e que este é estorvo. É necessário educação, mas o Estado não
dá educação, ensina submissão, através do autoritarismo disciplinador. Entendemos
que somos iguais e que isso significa que todos podem participar do processo de
gerenciamento social. Mas é esforço coletivo que nem sempre estamos, individualmente
dispostos a enfrentar, mas é necessário. Somos seres sociais e assim devemos
aprender a viver de forma coletiva, sem explorar, sem ser explorado, sem oprimir,
sem ser oprimido.
Estamos mais uma vez tendo notícias de levantes e rebeliões em um país, agora é na
Grécia. Mas isso já ocorreu e esperamos que ocorra com mais freqüência em todo
mundo. É preciso coragem para mudar, para agir, enfrentar nossos medos e arriscar, e
só quem dá valor a liberdade , sabe que é preciso fazer, agora são os companheiros
gregos que nos mostram o valor da ação direta e autogestão.
Então e nós, o que fazemos? Não será que debaixo de nossa covardia não há um ser
humano querendo ser livre e lutar por melhores condições de vida, por bem estar e
liberdade, como nossos companheiros anarcosindicais fizeram no começo do século,
virando São Paulo, Campinas, Sorocaba, Santos, Rio de Janeiro, Porto Alegre do
avesso.
Sim! Já tivemos nossos levantamentos anarquistas! E nem precisamos ir tão longe,
recentemente no A20, nos enfrentamentos contra a ALCA, os outros 500, 1º Maio, as
ações diretas anti-G8 e agora anti-G20. Isso sem contar nossa atuação nos núcleos de
resistência sindical e de luta sindical revolucionária.
Cabe a cada um, a cada núcleo de ação direta, de organização libertária e do
sindicalismo revolucionário perguntar: Já basta?
Na construção do socialismo libertário através do sindicalismo revolucionário