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Contra o Estado e o Capital – Em memória dos Martires de Haymarket

Contra o Estado e o Capital

Em Memória dos Mártires de Haymarket

Chegou outra vez o 1º de Maio e com esse chegou o momento de
recordar, a luta, nossos companheiros: cinco trabalhadores
anarquistas que morreram em uma guerra entre classes sociais (e na
qual neste momento ainda estamos envolvidos, em combate), e que foram
assassinados pelo Estado porque não aceitaram, sem opor resistência,
o fato de terem patrões que viviam de seu trabalho, porque não
aceitaram que o Estado e o Capital exigirem o controle sobre suas
vidas.

Mas não se trata só desses cinco anarquistas; recordamos todos os
inumeráveis trabalhadores, sindicalistas, anarquistas, libertários,
pessoas com atitude que morreram porque não aceitaram a a idéia de
exploração de um ser humano sobre os outros seres humanos. Todos
eles sobrevivem no 1º de Maio como um dia internacional da luta da
classe obreira.

Com os nobres ideais desses em nossos corações, e com nossos
sindicatos nas ruas, é a forma que temos para defender nossos
direitos e nossas vidas dos ataques ferozes do capitalismo
neo-liberal. Hoje, está tão igual como foi a mais de cem anos.

Na União Européia, os trabalhadores e as trabalhadoras sofrem o
fim do Estado de Bem Estar e da expansão massiva da precariedade do
trabalho. A traição da socialdemocracia, a incapacidade dos
sindicatos burocratas e os três governos de direita na Europa
central, seguiram piorando a situação.

Na América Latina, os pobres mantêm a luta contra o jugo das
empresas multinacionais que saqueiam o continente inteiro, destruindo
a natureza e deixando nada mais do que a miséria. Também na Africa,
segue sendo apenas um joguete nas mãos do Imperialismo pós-colonial
que aviva as chamas das guerras entre os pobres, deixando o povo a
morrer de fome e de enfermidades, com o fim de roubar os recursos
naturais do continente inteiro.

O mundo é redesenhado, com a espada na mão, pelo Imperialismo dos
E.U.A, da China, da Europa e da Rússia. Os pobres e a classe
trabalhadora seguem sendo massacrados em intermináveis guerras que
servem só aos interesses dos produtores de armas, dos mercenários
privados e dos grupos do poder que ostentam o controle dos recursos
naturais.

Nesta situação de crise econômica, guerras e miséria crescente, a
Associação Internacional dos Trabalhadores fazem uma chamada para o
1º de Maio de luta contra a exploração da classe trabalhadora. Faz
uma chamada para um 1º Maio de resistência contra as guerras
capitalistas, para a reconquista da dignidade dos trabalhadores: para
que tomem seu destino em suas próprias mãos e para que se emancipem
dos interesses de burocratas, capitalistas e políticos.

A emancipação da classe trabalhadora só poderá acontecer pelas
mãos dos próprios trabalhadores.

Pelo comunismo libertário e a revolução social.

Belgrado, 1º de Maio de 2009

Secretariado da AIT