SEM MEDO DA REPRESSÃO FOSP/COB-AIT VAI ÀS RUAS DE SP NO PRIMEIRO DE MAIO
PROLETÁRIO, LIBERTÁRIO E REVOLUCIONÁRIO
Após sofrer violenta repressão no 1º de Maio de 2008 – quando foram
detidas mais de 60 pessoas, 6 delas sendo ainda sob processo policial (2
coordenadores estaduais da FOSP, 2 nucleados à FOSP e 2 libertários
simpatizantes da COB/AIT) – a FOSP volta às ruas nesse 1º de Maio de
2009 com a mesma estrutura de ação que já vem sendo usada a 10 anos:
pela manhã manifestação nos bairros (Santo Amaro, Penha, Lapa) e cidades
da Grande SP (Guarulhos, Várzea Paulista, etc.); a partir das 12 hs
começaram a se concentrar na Ladeira da Memória/Anhangabaú, por volta
das 13 hs saem em Caminhada – com bandeiras rubro-negras da
FOSP/COB-AIT – até a Praça Ramos de Azevedo (até aqui cerca de 200
pessoas) onde realizam, nas escadarias do Teatro Municipal, uma
Assembléia onde a Coordenação da FOSP apresentou sua proposta (Passeata
até a Sé com realização de uma Assembléia Popular para discutir a
preparação da GREVE GERAL CONTRA O DESEMPREGO E O ARROCHO E PELA
AUTOGESTÃO).
A palavra foi aberta a todos e se discutiu a tática a
seguir, sendo que uma ala dos manifestantes defendia que a manifestação
se resumisse na Passeata, em si, que poderia ir até a av. Paulista. Após
intensa discussão, se decidiu pela realização da Assembléia Popular na
Praça da Sé, onde – ao final da discussão sobre a greve geral – se
discutiria a proposta de continuar a manifestação, com a realização de
uma passeata – trajeto e ponto de chegada).
Concentração no Mercado de Escravos 12:30 hs.MAIO2009
Saída da Caminha Rumo a Praça Ramos de Azevedo. MAIO 2009
ASSEMBLÉIA POPULAR E LIBERTÁRIA NAS ESCADARIAS DO MUNICIPAL
Chegada na Praça Ramos e instalação da Concentração nas
escadarias do Municipal. MAIO 2009
Tendo lançado um apelo de unidade proletária a todo o Movimento Social,
para a constituição do Comitê de Auto-Defesa Proletária e da unidade de
ação como marca desse 1º de Maio de 2009, a Manifestação chamada pela
FOSP/COB-AIT contou com a adesão da Liga Operária/SP e do Movimento dos
Ambulantes de São Paulo (MASP), a quem foi assegurado o direito de
palavra e de intervenção em toda a manifestação – onde eles distribuíram
materiais próprios ao lado do Manifesto de 1º de Maio da FOSP/COB-AIT.
A ASSEMBLEIA PÓPULAR E LIBERTÁRIA NAS ESCADARIAS DO MUNICIPAL, COM MAIS
DE 300 PESSOAS. Maio 2009.
Além deles e das Seções da FOSP – Seções São Paulo, Osasco, Alto Tietê,
Artes e Espetáculos e vários núcleos -, também estiveram presentes:
Expressão Libertária, O COLETIVO LIBERTÁRIO, Punk-SP, Punks do ABC,
setores do MTST e o MLB. Ao mesmo tempo o
SINDIVÁRIOS-Campinas-FOSP/COB-ACAT/AIT realizava uma manifestação
própria, com o apoio do movimento libertário campineiro: Fenikso Nigra,
Comitê Anti-Fascista/CPS e movimento Punk de Campinas.
Manifestação de 1º de Maio chamada pelo SINDIVÁRIOS-Campinas
Na manifestação no centro de São Paulo, com a participação de
trabalhadores da Saúde, Educação, dos Transportes, da Construção Civil,
do Telemarketing, Bancários, funcionários públicos, Desempregados e
Trabalhadores Ambulantes, Metalúrgicos, Técnicos em informática e
eletrônica, Músicos e Poetas, etc., a Passeata sai do Teatro Municipal
as 14 hs, passando pelo Viaduto do Chá, Praça do Patriarca, R. XV de
Novembro até a Sé, nesse ponto a Passeata já contava com mais de 400
pessoas, com faixas contra o desemprego e o arrocho e as bandeiras
vermelho e negras da FOSP.
A saída da Passeata Proletária e Libertária em direção a Praça da Sé as
14 hs.Maio 2009
Foi também amplamente distribuído o Manifesto da FOSP, além de outros
materiais trazidos pelas outras organizações. As palavras-de-ordem mais
cantadas nesse trajeto foram: TRABALHADOR VENHA PRÁ RUA QUE ESSA LUTA É
SUA!; A COB NA RUA, A LUTA CONTINUA!; PUNK NA RUA, A LUTA CONTINUA! A
PLEBE NAS RUAS, A LUTA CONTINUA!; TERRA PARA QUEM NELA TRABALHA!;
TRABALHADOR UNIDO GOVERNA SEM PARTIDO!, O POVO ORGANIZADO GOVERNA SEM
ESTADO!, GREVE GERAL DERRUBA O CAPITAL!, GREVE GERAL É A SOLUÇÃO CONTRA
O DESEMPREGO E O ARROCHO E PELA AUTOGESTÃO!, NEM UMA HORA A MAIS, NEM UM
REAL A MENOS!
A passeata libertária chamada
pela FOSP/COB-AIT atravessa as ruas do centro. MAIO 2009
A Passeata é engrossada durante o trajeto, com a adesão de populares, e
chega na Praça da Sé com 500 pessoas. Aí houve um momento de tensão,
pois os mesmo que não queriam a Assembléia na Sé, ocupando a vanguarda
da Passeata e tentam puxar a Passeata em direção a Praça João Mendes,
mas os coordenadores da FOSP conseguiram demovê-los a realizar a decisão
da Assembléia realizada no Municipal e a Assembléia é instalada por
volta das 14:30 hs.
ASSEMBLÉIA POPULAR NA PRAÇA DA SÉ DISCUTE A GREVE GERAL
A chegada da Passeata na Sé. Maio 2009
Iniciada a Assembléia, aberta pela Coordenação da FOSP/COB-AIT – que
previamente apresentou sua visão da conjuntura e suas propostas para
enfrentar a crise capitalista, pela preparação da Greve Geral Contra o
Desemprego, o Arrocho e pela Autogestão – a palavra foi aberta a todos
os presentes e a discussão atraiu a população que passava pela região
(mesmo sem contar com nenhuma aparelhagem de som!) , atingindo aí o pico
de participantes na manifestação, com mais de 700 pessoas.
A ASSEMBLÉIA POPULAR NA PRAÇA DA SÉ. Maio
2009
No momento em que a discussão se acalorava, por volta das 16 hs, com uma
maior participação popular, as mesmas pessoas e grupos que defendiam a
Passeata a qualquer custo, voltaram a intervir com insistência. Após uma
tensa discussão – que desviou a discussão sobre a Greve Geral em si -,
uma parte dos manifestantes – acreditando que a continuidade da Passeata
seria um melhor veículo de propaganda do que manter a discussão na Sé -,
sai em Passeata em direção a Praça João Mendes, com o objetivo de
alcançar a av. Paulista. a Passeata saiu com cerca de 50 pessoas. As
demais permaneceram na Sé e continuaram a Assembléia Popular,
encaminhada pelo coordenador da FOSP ligado a Seção de Artes e
Espetáculos. Mas a dispersão foi acelerada a partir da discussão e com a
‘cisão’ e a saída da Passeata. A Assembléia Popular concentrou umas 200
pessoas a seu redor, enquanto outras 300 pessoas conversavam, tanto
sobre a articulação da Greve como sobre o acontecido, permanecendo em
grupos em suas margens.
O ENCERRAMENTO DA MANIFESTAÇÃO
Quando, já por volta das 17 hs, quando se encerrava Assembléia a
Passeata retornava a Sé, com quase 100 pessoas, seguidos por diversos
camburões da Polícia Militar. Eles se juntaram aos manifestantes que
conversavam e se iam dispersando. A PM cerca a concentração (com cerca
de 250 pessoas) e passa a filmar os manifestantes e tirar fotografias.
Rapidamente a Coordenação da FOSP/COB-AIT e da Comissão de Segurança da
Manifestação orientam as pessoas a sair da Sé – em pequenos grupos – se
dispersando e tentando despistar a PM, marcando um local de reencontro
na Praça Ramos de Azevedo. Ao chegar na Praça Ramos a Coordenação da FSP
e cerca de 30 manifestantes encontraram as escadarias do Municipal
tomadas por uma manifestação dos trotskistas da LBI, do POM e do
REVOLUTA (com uma aparelhagem de som) impossibilitando uma a continuação
da manifestação libertária ali. Enquanto chegavam e iam manifestantes
libertários, foi decidido coletivamente considerar encerrada a
manifestação da FOSP; esperar ali por mais algum tempo a chegada de
outros companheiros – para se certificar que ninguém tenha sido detido
esse ano – e buscar o direito a palavra na manifestação realizada pelos
agrupamentos trotskistas – com cerca de 200 pessoas.
Manifestação de grupos trotskistas nas escadarias do Municipal.
Com a interferência de um companheiro do REVOLUTA foi assegurada a
palavra à FOSP/COB-ACAT/AIT. Em sua falação a FOSP colocou sua posição
de lutar pela unidade e organização autônoma da classe trabalhadora,
tendo por base a reconstrução dos sindicatos revolucionários – que
existiam no Brasil antes do Estado Novo -, demonstrando a sua
necessidade urgente na atual conjuntura de destruição dos direitos dos
trabalhadores; e que essa unidade não poderia se dar tendo por base a
organização política e os partidos, que dividem a classe operária, e por
isso há tantas centrais sindicais, mas nenhuma luta em comum, concluindo
que toda a organização e união da classe trabalhadora deve se dirigir
para a construção de uma grande Greve Geral contra o Arrocho o
Desemprego e Pela Autogestão.
Como, a seguir, as falações trataram de reafirmar o marxismo e a
necessidade de se organizar em partido, os militantes e coordenadores da
FOSP se retiraram do local por volta das 18 hs.
CONCLUSÃO: VITORIOSA A MANIFESTAÇÃO LIBERTÁRIA DE 1º DE MAIO DE 2009!
Diversos aspectos demonstram, de forma cabal, a vitória da manifestação
proletária, libertária e revolucionária: a sua realização, como
reafirmação frente a repressão sofrida em 2008; a configuração de seu
caráter iminentemente de protesto operário – qualificado nos manifestos
distribuídos, nas reivindicações expressas nas faixas, cartazes e
palavras-de-ordem; na participação ativa de grupos, até então, alheios
ao MLB e a FOSP/COB-AIT; pela Assembléia Popular na Praça da Sé, das
14:30hs até as 17 hs; na palavra tomada na manifestação trotsquista,
apelando pela unidade proletária para a luta direta e apartidária; etc.
-; no fato de se ter evitado a repressão policial direta, mesmo no
transcurso da Passeata, sem abrir mão do caráter de Protesto Libertário
da Manifestação; na reafirmação da FOSP/COB-ACAT/AIT como instrumento
da organização proletária autônoma; na reafirmação das reivindicações
histórias e conjunturais do movimento operário nesse momento da crise
capitalista, concentradas na luta contra o desemprego e pela autogestão,
e para isso a necessidade da preparação de Greve Geral; no número e
qualidade das pessoas envolvidas na Manifestação – muitas que
participaram da manifestação de 2008 e que sofreram com a repressão; a
participação popular na Sé; etc.)
Claro é que houveram pontos negativos, com a eterna ausência de um cem
número de agrupamentos, coletivos e organizações que se declaram do
anarquismo e se omitem de participar da manifestação da FOSP – por
sectarismo -, mas que não realizaram também nenhuma manifestação própria
– que nos tenha chegado a conhecimento até agora. A parte desses grupos,
que preferem esquecer os mártires de Chicago ou participar de alguma das
festas promovidas pelas falsas centrais sindicais, sustentadas pelo
Estado, outro ponto negativo foi a forma autoritária como certos
indivíduos intervieram na Assembléia Popular na Sé, quase levando a
discussão às vias de fato para impor sua vontade de sair em passeata e
encerrar a Assembléia – fator que levou a dispersão da Assembléia e
acelerou o fim da manifestação. Mas nada disso ofuscou o brilho e a
vitória da manifestação, a qual é claro, a midia burguesa não mencionou
em seus noticiários esse ano, ao contrário do ano passado.
OS MÁRTIRES DE CHICAGO VIVEM EM NÓS!
PELA REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO PARA 30 HS SEMANAIS, SEM REDUÇÃO
SALARIAL!
VIVA O PRIMEIRO DE MAIO PROLETÁRIO, LIBERTÁRIO E REVOLUCIONÁRIO!
LONGA VIDA À FOSP/COB-ACAT/AIT!
PELA RETIVAÇÃO DA CONFEDERAÇÃO OPERÁRIA BRASILEIRA (COB)!
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